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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

«Este é o meu Filho muito amado», Evangelho segundo S. Mateus 17,1-9.



Livro de Daniel 7,9-10.13-14.

Estava eu a olhar,  quando foram colocados tronos e um Ancião sentou-se. As suas vestes eram brancas como a neve e os cabelos como a lã pura. O seu trono eram chamas de fogo, com rodas de lume vivo.
Um rio de fogo corria, irrompendo diante dele. Milhares de milhares o serviam e miríades de miríades o assistiam. O tribunal abriu a sessão e os livros foram abertos.
Contemplava eu as visões da noite, quando, sobre as nuvens do céu, veio alguém semelhante a um filho do homem. Dirigiu-Se para o Ancião venerável e conduziram-no à sua presença.
Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos e nações O serviram. O seu poder é eterno, que nunca passará, e o seu reino jamais será destruído.



Livro de Salmos 97(96),1-2.5-6.9. 

O Senhor é rei: exulte a terra, rejubile a multidão das ilhas. 
Ao seu redor, nuvens e trevas; 

a justiça e o direito são a base do seu trono. 


Derretem-se os montes como cera diante do Senhor de toda a terra. 
Os céus proclamam a sua justiça e todos os povos contemplam a sua glória. 

Vós, Senhor, sois o Altíssimo sobre toda a terra, 
estais acima de todos os deuses. 





Evangelho segundo S. Mateus 17,1-9. 

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e seu irmão João, e levou-os, só a eles, a um alto monte.
Transfigurou-se diante deles: o seu rosto resplandeceu como o Sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz.
Nisto, apareceram Moisés e Elias a conversar com Ele.
Tomando a palavra, Pedro disse a Jesus: «Senhor, é bom estarmos aqui; se quiseres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias.»
Ainda ele estava a falar, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra, e uma voz dizia da nuvem: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado. Escutai-o.»
Ao ouvirem isto, os discípulos caíram com a face por terra, muito assustados.
Aproximando-se deles, Jesus tocou-lhes, dizendo: «Levantai-vos e não tenhais medo.»
Erguendo os olhos, os discípulos apenas viram Jesus e mais ninguém.
Enquanto desciam do monte, Jesus ordenou-lhes: «Não conteis a ninguém o que acabastes de ver, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos.»

«Este é o meu Filho muito amado»

Simão Pedro diz: «Senhor, é bom estarmos aqui.» Que dizes, Pedro? Se ficarmos aqui, quem realizará o que predisseram os profetas. Quem confirmará as palavras dos arautos? Quem levará a bom termo os mistérios dos justos? Se ficarmos aqui, a quem se referirão as palavras: «Trespassaram as minhas mãos e os meus pés»? A quem se aplicarão as afirmações: «Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sortes sobre a minha túnica» (Sl 21,17.19; Jo 19,24)? Quem realizará o anúncio do salmo: «Deram-Me fel, em vez de comida, e vinagre, quando tive sede» (68,22; Mt 27,34; Jo 19,29)? Quem dará vida à expressão: «Estou abandonado entre os mortos» (Sl 87,6)? Como se consumarão as minhas promessas, como construiremos a Igreja?

E Pedro diz mais: façamos «aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias». Enviado para erigir a Igreja no mundo, Pedro quer levantar três tendas na montanha. Ainda não vê a Cristo senão como homem e classifica-O juntamente com Moisés e com Elias. Mas Jesus vai mostrar-lhe que não precisa de tenda nenhuma; que, durante quarenta anos, Ele próprio erguera para os Patriarcas no deserto uma tenda de nuvem (Ex 40,34).

«Ainda ele estava a falar, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra». Vês, Simão, esta tenda montada sem esforço? Ela afasta o calor sem impor as trevas, é uma tenda brilhante e resplandecente! Estando os discípulos surpreendidos, uma voz vinda do céu faz-Se ouvir da nuvem: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado. Escutai-O.» [...] Era o Pai a ensinar aos discípulos que a missão de Moisés estava concluída e que, de então em diante, era ao Filho que deveriam escutar. Na montanha, o Pai revelou aos apóstolos aquilo que ainda lhes estava oculto: «Aquele que é» revelou «Aquele que é» (Ex 3,14), o Pai deu a conhecer o seu Filho.



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