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quinta-feira, 30 de abril de 2015

A Unidade do Corpo de Cristo (Efésios 4,1-16)

Como prisioneiro no Senhor, rogo-lhes que vivam de maneira digna da vocação que receberam. 2 Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor. 3 Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. 4 Há um só corpo e um só Espírito, assim como a esperança para a qual vocês foram chamados é uma só; 5 há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, 6 um só Deus e Pai de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em todos.

7 E a cada um de nós foi concedida a graça, conforme a medida repartida por Cristo. 8 Por isso é que foi dito:

“Quando ele subiu em triunfo às alturas,
    levou cativos muitos prisioneiros,
e deu dons aos homens”.

9 (Que significa “ele subiu”, senão que também havia descido às profundezas da terra[b]? 10 Aquele que desceu é o mesmo que subiu acima de todos os céus, a fim de encher todas as coisas.) 11 E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, 12 com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, 13 até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. 14 O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. 15 Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. 16 Dele todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função.


quarta-feira, 29 de abril de 2015

Evangelho comentou, «O enviado não é maior do que aquele que o envia» S. João 13,16-20.

Livro dos Actos dos Apóstolos 13,13-25. 
Naqueles dias, Paulo e os seus companheiros largaram de Pafos e dirigiram-se a Perga da Panfília. Mas João Marcos separou-se deles para voltar a Jerusalém. 
Eles prosseguiram de Perga e chegaram a Antioquia da Pisídia. A um sábado, entraram na sinagoga e sentaram-se. 
Depois da leitura da Lei e dos Profetas, os chefes da sinagoga mandaram-lhes dizer: «Irmãos, se tendes alguma exortação a fazer ao povo, falai». 
Paulo levantou-se, fez sinal com a mão e disse: «Homens de Israel e vós que temeis a Deus, escutai: 
O Deus deste povo de Israel escolheu os nossos pais e fez deles um grande povo, quando viviam como estrangeiros na terra do Egipto. Com seu braço poderoso tirou-os de lá 
e durante quarenta anos sustentou-os no deserto e, 
depois de exterminadas sete nações na terra de Canaã, deu essas terras como herança ao seu povo. 
Tudo isto durou cerca de quatrocentos e cinquenta anos. Em seguida, deu-lhes juízes até ao profeta Samuel. 
Então o povo pediu um rei e Deus concedeu-lhes Saul, filho de Cis, da tribo de Benjamim, que reinou durante quarenta anos. 
Depois, tendo-o rejeitado, suscitou-lhes David como rei, de quem deu este testemunho: ‘Encontrei David, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará sempre a minha vontade’. 
Da sua descendência, como prometera, Deus fez nascer Jesus, o Salvador de Israel. 
João tinha proclamado, antes da sua vinda, um batismo de penitência a todo o povo de Israel. 
Prestes a terminar a sua carreira, João dizia: ‘Eu não sou quem julgais; mas depois de mim, vai chegar Alguém, a quem eu não sou digno de desatar as sandálias dos seus pés’». 



Livro de Salmos 89(88),2-3.21-22.25.27. 
Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor 
e para sempre proclamarei a sua fidelidade. 
Vós dissestes: 
«A bondade está estabelecida para sempre», 

no céu permanece firme a vossa fidelidade. 
Encontrei David, meu servo, 
ungi-o com o óleo santo. 
Estarei sempre a seu lado 

e com a minha força o sustentarei. 
A minha fidelidade e bondade estarão com ele, 
pelo meu nome será firmado o seu poder. 
Ele me invocará: «Vós sois meu Pai, 
meu Deus, meu Salvador». 



Evangelho segundo S. João 13,16-20. 
Naquele tempo, quando Jesus acabou de lavar os pés aos seus discípulos, disse-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: O servo não é maior do que o seu senhor, nem o enviado é maior do que aquele que o enviou. 
Sabendo isto, sereis felizes se o puserdes em prática. 
Não falo de todos vós: Eu conheço aqueles que escolhi; mas tem de cumprir-se a Escritura, que diz: ‘Quem come do meu pão levantou contra Mim o calcanhar’. 
Desde já vo-lo digo antes que aconteça, para que, quando acontecer, acrediteis que Eu Sou. 
Em verdade, em verdade vos digo: Quem recebe aquele que Eu enviar, a Mim recebe; e quem Me recebe a Mim, recebe Aquele que Me enviou». 

«O enviado não é maior do que aquele que o envia»

Mas, assim como Cristo realizou a obra da redenção na pobreza e na perseguição, assim a Igreja é chamada a seguir pelo mesmo caminho para comunicar aos homens os frutos da salvação. Cristo Jesus «que era de condição divina, despojou-se de Si próprio tomando a condição de escravo (Fil 2,6-7) e por nós, «sendo rico, fez-Se pobre» (2Cor 8,9); assim também a Igreja, embora necessite de meios humanos para o prosseguimento da sua missão, não foi constituída para alcançar a glória terrestre, mas para divulgar a humildade e abnegação, também com o seu exemplo. Cristo foi enviado pelo Pai «a evangelizar os pobres [...], a sarar os contritos de coração» (Lc 4,18), «a procurar e salvar o que perecera» (Lc 19,10). De igual modo, a Igreja abraça com amor todos os afligidos pela enfermidade humana; mais ainda, reconhece nos pobres e nos que sofrem a imagem do seu Fundador pobre e sofredor, procura aliviar as suas necessidades, e intenta servir neles a Cristo. Enquanto Cristo, «santo, inocente, imaculado» (Heb 7,26), não conheceu o pecado (2Cor 5,21), mas veio apenas expiar os pecados do povo (Heb 2,17), a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação. 

A Igreja «prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus, anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha (1Cor 11,26). Mas é robustecida pela força do Senhor ressuscitado, de modo a vencer, pela paciência e pela caridade, as suas aflições e dificuldades, tanto internas como externas, e a revelar, velada mas fielmente, o seu mistério, até que este por fim se manifeste em plena luz.


segunda-feira, 27 de abril de 2015

Evangelho comentou, «As minhas ovelhas escutam a minha voz; Eu conheço-as e elas seguem-Me» S. João 10,22-30.

Livro dos Actos dos Apóstolos 11,19-26. 
Naqueles dias, os irmãos que se tinham dispersado, devido à perseguição desencadeada pelo caso de Estêvão, caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia. Mas anunciavam a palavra apenas aos judeus. 
Houve, contudo, entre eles alguns homens de Chipre e de Cirene, que, ao chegarem a Antioquia, começaram a falar também aos gregos, anunciando-lhes o Senhor Jesus. 
A mão do Senhor estava com eles e foi grande o número dos que abraçaram a fé e se converteram ao Senhor. 
A notícia chegou aos ouvidos da Igreja de Jerusalém e mandaram Barnabé a Antioquia. 
Quando este chegou e viu a ação da graça de Deus, encheu-se de alegria e exortou a todos a que se conservassem fiéis ao Senhor, de coração sincero; 
era realmente um homem bom e cheio do Espírito Santo e de fé. Assim uma grande multidão aderiu ao Senhor. 
Então Barnabé foi a Tarso procurar Saulo 
e, tendo-o encontrado, trouxe-o para Antioquia. Passaram juntos nesta Igreja um ano inteiro e ensinaram muita gente. Foi em Antioquia que, pela primeira vez, se deu aos discípulos o nome de «cristãos». 



Livro de Salmos 87(86),1-3.4-5.6-7. 
O Senhor ama a cidade, 
por Ele fundada sobre os montes santos; 
ama as portas de Sião 
mais que todas as moradas de Jacob. 

Grandes coisas se dizem de ti, ó cidade de Deus. 
Contarei o Egipto e a Babilónia entre os meus adoradores; 
a Filisteia, Tiro e a Etiópia, uns e outros ali nasceram. 
E dir-se-á em Sião: «Todos lá nasceram, 

o próprio Altíssimo a consolidou». 
O Senhor escreverá no registo dos povos: 
«Este nasceu em Sião». 
E irão dançando e cantando: 

«Todas as minhas fontes estão em ti». 



Evangelho segundo S. João 10,22-30. 
Naquele tempo, celebrava-se em Jerusalém a festa da Dedicação do templo. Era inverno 
e Jesus passeava no templo, sob o Pórtico de Salomão. 
Então os judeus rodearam-n’O e disseram: «Até quando nos vais trazer em suspenso? Se és o Messias, diz-nos claramente». 
Jesus respondeu-lhes: «Já vo-lo disse, mas não acreditais. As obras que Eu faço em nome de meu Pai dão testemunho de Mim. 
Mas vós não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. 
As minhas ovelhas escutam a minha voz: Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me. 
Eu dou-lhes a vida eterna e nunca hão-de perecer, ninguém as arrebatará da minha mão. 
Meu Pai, que Mas deu, é maior do que todos e ninguém pode arrebatar nada da mão do Pai. 
Eu e o Pai somos um só». 

«As minhas ovelhas escutam a minha voz; Eu conheço-as e elas seguem-Me»

A marca distintiva das ovelhas de Cristo é a sua capacidade de escutar e de obedecer, enquanto as outras ovelhas se distinguem pela sua desobediência. Entendemos o verbo «escutar» no sentido do consentimento ao que foi dito. E aqueles que O escutam são conhecidos de Deus, porque «ser conhecido» significa estar unido a Ele. Mas não há ninguém que seja totalmente ignorado por Deus; por isso, quando Cristo disse: «Eu conheço as minhas ovelhas», queria dizer: «Eu as acolherei e as unirei a Mim de um modo místico e permanente.» Podemos dizer que, ao fazer-Se homem, Ele Se assemelhou a todos os homens pelo facto de tomar a sua natureza: estamos todos unidos a Cristo por causa de sua encarnação. Mas aqueles que não guardam a semelhança com a santidade de Cristo tornam-se estranhos para Ele. […]

«As minhas ovelhas seguem-Me», diz ainda Cristo. Na verdade, pela graça divina, os crentes seguem os passos de Cristo. Estes não obedecem aos preceitos da antiga Lei, que era uma prefiguração, mas, seguindo pela graça os preceitos de Cristo, elevam-se à sua altura, de acordo com a sua vocação de filhos de Deus. E, quando Cristo sobe ao céu, eles seguem-No.




Há Tempo para Tudo (Eclesiastes 3:1-8)


Para tudo há uma ocasião certa;
há um tempo certo para cada propósito
    debaixo do céu:
 Tempo de nascer e tempo de morrer,
tempo de plantar
    e tempo de arrancar o que se plantou,
 tempo de matar e tempo de curar,
tempo de derrubar e tempo de construir,
 tempo de chorar e tempo de rir,
tempo de prantear e tempo de dançar,
 tempo de espalhar pedras
    e tempo de ajuntá-las,
tempo de abraçar e tempo de se conter,
 tempo de procurar e tempo de desistir,
tempo de guardar
    e tempo de jogar fora,
 tempo de rasgar e tempo de costurar,
tempo de calar e tempo de falar,
 tempo de amar e tempo de odiar,
tempo de lutar e tempo de viver em paz.


domingo, 26 de abril de 2015

Evangelho comentou, «Se alguém entrar por Mim estará salvo»S. João 10,1-10.

Livro dos Actos dos Apóstolos 11,1-18. 
Naqueles dias, os Apóstolos e os irmãos da Judeia ouviram dizer que os gentios também tinham recebido a palavra de Deus. 
E quando Pedro subiu a Jerusalém, os que tinham vindo da circuncisão começaram a discutir com ele, 
dizendo: «Tu entraste em casa dos incircuncisos e comeste com eles». 
Pedro começou então a expor-lhes tudo por ordem: 
«Estava eu a orar na cidade de Jope, quando tive em êxtase uma visão: Era um objecto semelhante a uma toalha que descia do Céu, presa pelas quatro pontas, e chegou até junto de mim. 
Fitando os olhos nela, pus-me a observar e vi quadrúpedes da terra, feras, répteis e aves do céu. 
Ouvi então uma voz que me dizia: ‘Levanta-te, Pedro; mata e come’. 
Mas eu respondi: ‘De modo nenhum, Senhor, porque na minha boca nunca entrou nada de profano ou impuro’. 
Pela segunda vez, falou a voz lá do Céu: ‘Não chames impuro ao que Deus purificou’. 
Isto sucedeu por três vezes e depois tudo foi novamente retirado para o Céu. 
Nisto, apresentaram-se três homens na casa em que estávamos, enviados de Cesareia à minha presença. 
O Espírito disse-me então que fosse com eles sem hesitar. Foram também comigo estes seis irmãos aqui presentes e entrámos em casa daquele homem. 
Ele contou-nos como tinha visto um Anjo apresentar-se em sua casa e dizer-lhe: ‘Envia mensageiros a Jope e manda chamar Simão, que tem o sobrenome de Pedro. 
Ele te dirá palavras, pelas quais receberás a salvação, assim como toda a tua família’. 
Quando comecei a falar, o Espírito Santo desceu sobre eles, como sobre nós ao princípio. 
Lembrei-me então das palavras que o Senhor dizia: ‘João batizou com água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo’. 
Se Deus lhes concedeu o mesmo dom que a nós, por terem acreditado no Senhor Jesus Cristo, quem era eu para poder opor-me a Deus?» 
Quando ouviram estas palavras, tranquilizaram-se e deram glória a Deus, dizendo: «Portanto, Deus concedeu também aos gentios o arrependimento que conduz à vida». 



Livro de Salmos 42(41),2-3.43(42),3.4. 
Como suspira o veado pelas correntes das águas, 
assim minha alma suspira por Vós, Senhor. 
Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: 
quando irei contemplar a face de Deus? 

Enviai a vossa luz e verdade, 
sejam elas o meu guia 
e me conduzam à vossa montanha santa 
e ao vosso santuário. 

E eu irei ao altar de Deus, 
a Deus que é a minha alegria. 
Ao som da cítara Vos louvarei, 
Senhor, meu Deus. 




Evangelho segundo S. João 10,1-10. 
Naquele tempo, disse Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta, mas entra por outro lado, é ladrão e salteador. 
Mas aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. 
O porteiro abre-lhe a porta e as ovelhas conhecem a sua voz. Ele chama cada uma delas pelo seu nome e leva-as para fora. 
Depois de ter feito sair todas as que lhe pertencem, caminha à sua frente e as ovelhas seguem-no, porque conhecem a sua voz. 
Se for um estranho, não o seguem, mas fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos». 
Jesus apresentou-lhes esta comparação, mas eles não compreenderam o que queria dizer. 
Jesus continuou: «Em verdade, em verdade vos digo: Eu sou a porta das ovelhas. 
Aqueles que vieram antes de Mim são ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os escutaram. 
Eu sou a porta. Quem entrar por Mim será salvo: é como a ovelha que entra e sai do aprisco e encontra pastagem. 
O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que as minhas ovelhas tenham vida e a tenham em abundância». 

«Se alguém entrar por Mim estará salvo»

«Em verdade vos digo: Eu sou a porta das ovelhas.» Jesus acaba de abrir a porta que nos tinha mostrado fechada. Ele mesmo é essa porta. Reconheçamo-lo, entremos e alegremo-nos por termos entrado.

«Todos os que vieram antes de mim eram ladrões e salteadores» [...]; é preciso compreender que Jesus Se refere aos que vieram fora dele. Com efeito, os profetas vieram antes dele: eram ladrões e salteadores? De forma nenhuma, porque não vieram fora de Cristo; estavam com Ele. Ele tinha-os enviado como mensageiros, mas tinha nas suas mãos o coração dos enviados. [...] «Eu sou o caminho, a verdade e a vida», diz Ele (Jo 14,6). Se Ele é a verdade, os que estavam na verdade estavam com Ele. Os que vieram fora dele, pelo contrário, são ladrões e salteadores porque só vieram para pilhar e fazer morrer, a as ovelhas não os escutaram. [...]

Mas os justos acreditaram que Ele viria, tal como nós acreditamos que Ele já veio. Os tempos mudaram, mas a fé é a mesma. [...] Uma mesma fé reúne os que acreditavam que Ele havia de vir e os que acreditam que Ele já veio. Vemo-los entrar a todos, em épocas diferentes, pela única porta da fé, isto é, Cristo. [...] Sim, todos os que acreditaram no passado, no tempo de Abraão, de Isaac, de Jacob, de Moisés ou dos outros patriarcas e profetas, que anunciaram a Cristo, todos esses eram já suas ovelhas. Neles se ouviu o próprio Cristo, não como voz estranha mas com a sua própria voz.


Evangelho comentou, «O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas» S. João 10,11-18.

Livro dos Actos dos Apóstolos 4,8-12. 
Naqueles dias, Pedro, cheio do Espírito Santo, disse-lhes: «Chefes do povo e anciãos, 
já que hoje somos interrogados sobre um benefício feito a um enfermo e o modo como ele foi curado, 
ficai sabendo todos vós e todo o povo de Israel: É em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, que vós crucificastes e Deus ressuscitou dos mortos, é por Ele que este homem se encontra perfeitamente curado na vossa presença. 
Jesus é a pedra que vós, os construtores, desprezastes e que veio a tornar-se pedra angular 
. E em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos». 



Livro de Salmos 118(117),1.8-9.21-23.26.28cd.29. 
Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom, porque é eterna a sua misericórdia. 
Mais vale refugiar-se no Senhor, do que fiar-se nos homens. 
Mais vale refugiar-se no Senhor, do que fiar-se nos poderosos. 
Eu Vos darei graças porque me ouvistes e fostes o meu Salvador. 

A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se pedra angular. 
Tudo isto veio do Senhor: é admirável aos nossos olhos. 
Bendito o que vem em nome do Senhor, da casa do Senhor nós Vos bendizemos. 
Vós sois o meu Deus: eu Vos darei graças. 

Vós sois o meu Deus: eu Vos exaltarei. 
Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom, porque é eterna a sua misericórdia. 



1ª Carta de S. João 3,1-2. 
Caríssimos: Vede que admirável amor o Pai nos consagrou em nos chamarmos filhos de Deus. E somo-lo de facto. Se o mundo não nos conhece, é porque não O conheceu a Ele. 
Caríssimos, agora somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, na altura em que se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porque O veremos como Ele é. 



Evangelho segundo S. João 10,11-18. 
Naquele tempo, disse Jesus: «Eu sou o Bom Pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas. 
O mercenário, como não é pastor, nem são suas as ovelhas, logo que vê vir o lobo, deixa as ovelhas e foge, enquanto o lobo as arrebata e dispersa. 
O mercenário não se preocupa com as ovelhas. 
Eu sou o Bom Pastor: conheço as minhas ovelhas, e as minhas ovelhas conhecem-Me, 
do mesmo modo que o Pai Me conhece e Eu conheço o Pai; Eu dou a vida pelas minhas ovelhas. 
Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil e preciso de as reunir; elas ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só Pastor. 
Por isso o Pai Me ama: porque dou a minha vida, para poder retomá-la. 
Ninguém Ma tira, sou Eu que a dou espontaneamente. Tenho o poder de a dar e de a retomar: foi este o mandamento que recebi de meu Pai». 

«O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas»

«Eu sou o bom pastor». Cristo pode dizer com propriedade «Eu sou», já que para Ele nada pertence ao passado nem ao futuro: tudo nele é presente. Como afirma de Si mesmo no Apocalipse: «Eu sou o Alfa e o Ómega, Aquele que é, que era e que há-de vir, o Todo-Poderoso» (Ap 1,8); e no Êxodo: «Eu sou Aquele que sou. Assim dirás aos filhos de Israel: "'Eu sou' enviou-me a vós"» (Ex 3,14).

«Eu sou o bom pastor». A palavra «pastor» vem do termo «pastar». Cristo serve-nos diariamente, no sacramento do altar, o repasto da sua carne e do seu sangue. Jessé, pai de David, disse a Samuel: «Resta ainda o [filho] mais novo, que anda a apascentar as ovelhas» (1Sam 16, 11). Também o nosso David, pequeno e humilde, apascenta as suas ovelhas como bom pastor. [...] 


Lemos ainda em Isaías: «É como um pastor que apascenta o rebanho [...], leva os cordeiros ao colo e faz repousar as ovelhas que têm crias» (Is 40,11). [...] Com efeito, ao conduzir o seu rebanho à pastagem, ou no regresso, o bom pastor reúne os cordeirinhos que ainda não conseguem andar, toma-os nos braços e leva-os junto ao peito; leva também as ovelhas que vão dar à luz e as que acabaram de ter as crias. Assim também Jesus Cristo: dia após dia, Ele alimenta-nos com os ensinamentos do evangelho e os sacramentos da Igreja; reúne-nos nos seus braços, estendidos sobre a cruz, «para congregar na unidade os filhos de Deus que estavam dispersos» (Jo 11,52); e aconchega-nos no seio da sua misericórdia, como uma mãe aconchega o seu filho.




sábado, 25 de abril de 2015

Evangelho comentou, transmite a todo o mundo a fé dos apóstolos (S. Marcos 16,15-20. )

1ª Carta de S. Pedro 5,5b-14. 
Revesti-vos de humildade, uns para com os outros, porque «Deus resiste aos soberbos e dá a graça aos humildes». 
Humilhai-vos sob a poderosa mão de Deus, para que Ele vos exalte no tempo oportuno. 
Confiai-Lhe todas as vossas preocupações, porque Ele vela por vós. 
Sede sóbrios e vigiai. O vosso inimigo, o diabo, anda à vossa volta, como leão que ruge, procurando a quem devorar. 
Resisti-lhe, firmes na fé, sabendo que os vossos irmãos espalhados pelo mundo suportam os mesmos sofrimentos. 
O Deus de toda a graça, que vos chamou para a sua eterna glória em Cristo, depois de terdes sofrido um pouco, vos restabelecerá, vos aperfeiçoará, vos fortificará e vos tornará inabaláveis. 
A Ele o poder e a glória pelos séculos dos séculos. Ámen. 
Foi por meio de Silvano, a quem considero irmão de confiança, que vos escrevi estas breves palavras, para vos exortar e assegurar que é esta a verdadeira graça de Deus. Permanecei firmes nela. 
Saúda-vos a comunidade estabelecida em Babilónia, eleita como vós, e também Marcos, meu filho. 
Saudai-vos uns aos outros com o ósculo da caridade. Paz a todos os que estais em Cristo. 



Livro de Salmos 89(88),2-3.6-7.16-17. 
Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor 
e para sempre proclamarei a sua fidelidade. 
Vós dissestes: 
«A bondade está estabelecida para sempre», 

no céu permanece firme a vossa fidelidade. 
Senhor, os céus proclamam as vossas maravilhas 
e a assembleia dos santos a vossa fidelidade. 
Quem sobre as nuvens se pode comparar ao Senhor? 

Quem entre os filhos de Deus será igual ao Senhor? 
Feliz do povo que sabe aclamar-Vos e caminha, Senhor, à luz do vosso rosto. 
Todos os dias aclama o vosso nome e se gloria com a vossa justiça. 




Evangelho segundo S. Marcos 16,15-20. 
Jesus apareceu aos onze Apóstolos e disse-lhes: «Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura. 
Quem acreditar e for batizado será salvo; mas quem não acreditar será condenado. 
Eis os milagres que acompanharão os que acreditarem: expulsarão os demónios em meu nome; falarão novas línguas; 
se pegarem em serpentes ou beberem veneno, não sofrerão nenhum mal; e quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados». 
E assim o Senhor Jesus, depois de ter falado com eles, foi elevado ao Céu e sentou-Se à direita de Deus. 
Eles partiram a pregar por toda a parte e o Senhor cooperava com eles, confirmando a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.

São Marcos transmite a todo o mundo a fé dos apóstolos

A Igreja, disseminada por todo o mundo até aos confins da terra, recebeu dos apóstolos e dos seus discípulos a fé num só Deus, Pai todo-poderoso, que «fez o céu, a terra, o mar e tudo o que ele contém» (Ex 20,11; Act 4,24); num só Cristo Jesus, Filho de Deus, que encarnou pela nossa salvação; e no Espírito Santo que, através dos profetas, anunciou os desígnios de Deus e a vinda do bem-amado Jesus Cristo nosso Senhor, o seu nascimento da Virgem, a sua Paixão, a sua ressurreição de entre os mortos, a sua ascensão em corpo e alma aos céus, à glória do Pai, para «sujeitar todas as coisas» (Ef 1,22) e ressuscitar todo o género humano na carne – a fim de que, diante de Cristo Nosso Senhor, nosso Deus, nosso Salvador e nosso Rei, segundo os desígnios do Pai invisível, «todo o joelho se dobre nos céus, na terra e nos infernos, e toda a língua O confesse» (Fil 2,10-11) e de que Ele julgue com justiça todas as criaturas. […]

A Igreja preserva com grande cuidado esta pregação, esta fé que recebeu, como se habitasse uma só casa; embora disseminada por todo o mundo, acredita em tudo isto de forma idêntica em toda a parte, como se tivesse «um só coração e uma só alma» (Act 4, 32), prega, ensina e transmite esta mensagem com voz humana, como se tivesse uma só boca. As línguas que se falam no mundo são diversas, mas a força da tradição é uma e a mesma. As Igrejas estabelecidas na Germânia não crêem nem ensinam coisas diferentes das dos Iberos ou dos Celtas, ou das do Oriente, do Egipto ou da Líbia, nem das que foram fundadas no centro do mundo [a Terra Santa]. Assim como o sol, criatura de Deus, é único e o mesmo em todo o mundo, assim a pregação da verdade brilha em toda a parte, iluminando todos os homens que querem «conhecer a verdade» (1Tim 2,4).


sexta-feira, 24 de abril de 2015

Exortação à Santidade (1 Pedro 1,13-25)

13 Portanto, estejam com a mente preparada, prontos para agir; estejam alertas e coloquem toda a esperança na graça que lhes será dada quando Jesus Cristo for revelado. 14 Como filhos obedientes, não se deixem amoldar pelos maus desejos de outrora, quando viviam na ignorância. 15 Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, 16 pois está escrito: “Sejam santos, porque eu sou santo”.17 Uma vez que vocês chamam Pai aquele que julga imparcialmente as obras de cada um, portem-se com temor durante a jornada terrena de vocês. 18 Pois vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos da sua maneira vazia de viver, transmitida por seus antepassados, 19 mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito, 20 conhecido antes da criação do mundo, revelado nestes últimos tempos em favor de vocês. 21 Por meio dele vocês crêem em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos e o glorificou, de modo que a fé e a esperança de vocês estão em Deus.22 Agora que vocês purificaram a sua vida pela obediência à verdade, visando ao amor fraternal e sincero, amem sinceramente uns aos outros e de todo o coração. 23 Vocês foram regenerados, não de uma semente perecível, mas imperecível, por meio da palavra de Deus, viva e permanente. 24 Pois
“toda a humanidade

   é como a relva,
e toda a sua glória,
    como a flor da relva;
a relva murcha e cai a sua flor,
25 mas a palavra do Senhor
    permanece para sempre”.
Essa é a palavra que lhes foi anunciada.


quinta-feira, 23 de abril de 2015

Evangelho comentou, «Quem comer deste pão viverá eternamente» S. João 6,44-51.

Livro dos Actos dos Apóstolos 8,26-40. 
Naqueles dias, o Anjo do Senhor disse a Filipe: «Levanta-te e dirige-te para o sul, pelo caminho deserto que vai de Jerusalém para Gaza». 
Filipe partiu e dirigiu-se para lá. Quando ia a caminho, encontrou-se com um eunuco etíope, que era alto funcionário de Candace, rainha da Etiópia, e administrador geral do seu tesouro. Tinha ido a Jerusalém 
para adorar a Deus e regressava ao seu país, sentado no seu carro, a ler o livro do profeta Isaías. 
O Espírito de Deus disse a Filipe: «Aproxima-te e acompanha esse carro». 
Filipe aproximou-se do carro e, ouvindo o etíope a ler o profeta Isaías, perguntou-lhe: «Entendes, porventura, o que estás a ler?». 
Ele respondeu: «Como é que eu posso entender sem ninguém me explicar?» Convidou então Filipe a subir para o carro e a sentar-se junto dele. 
A passagem da Escritura que ele ia a ler era a seguinte: «Como cordeiro levado ao matadouro, como ovelha muda ante aqueles que a tosquiam, ele não abriu a boca. 
Foi humilhado e não se lhe fez justiça. Quem poderá falar da sua descendência? Porque a sua vida desapareceu da terra». 
O eunuco perguntou a Filipe: «Diz-me, por favor: de quem é que o profeta está a falar? De si próprio ou de outro?». 
Então Filipe tomou a palavra e, a partir daquela passagem da Escritura, anunciou-lhe Jesus. 
Ao passar por um lugar onde havia água, o eunuco exclamou: «Ali está água. Que me impede de ser batizado?». 
Filipe respondeu: «Se acreditas com todo o coração, isso é possível.» O eunuco respondeu: «Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.» 
Mandou parar o carro, desceram ambos à água e Filipe batizou-o. 
Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou Filipe e o eunuco deixou de o ver. Mas continuou o seu caminho cheio de alegria. 
Filipe encontrou-se em Azoto e foi anunciando a boa nova a todas as cidades por onde passava, até que chegou a Cesareia. 



Livro de Salmos 66(65),8-9.16-17.20. 
Povos da terra, bendizei o nosso Deus, 
fazei ressoar os seus louvores. 
Foi Ele quem conservou a nossa vida 
e não deixou que nossos pés vacilassem. 

Todos os que temeis a Deus, vinde e ouvi, 
vou narrar-vos quanto Ele fez por mim. 
Meus lábios O invocaram 
e minha língua O louvou. 

Bendito seja Deus que não rejeitou a minha prece, 
nem me retirou a sua misericórdia. 



Evangelho segundo S. João 6,44-51. 
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Ninguém pode vir a Mim, se o Pai, que Me enviou, não o trouxer; e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia. 
Está escrito no livro dos Profetas: ‘Serão todos instruídos por Deus’. Todo aquele que ouve o Pai e recebe o seu ensino vem a Mim. 
Não porque alguém tenha visto o Pai; só Aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. 
Em verdade, em verdade vos digo: Quem acredita tem a vida eterna. 
Eu sou o pão da vida. 
No deserto, os vossos pais comeram o maná e morreram. 
Mas este pão é o que desce do Céu, para que não morra quem dele comer. 
Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei-de dar é a minha carne que Eu darei pela vida do mundo». 

«Quem comer deste pão viverá eternamente»

Queridíssimos irmãos, se a vossa alma tem sede da fonte divina de que vou falar-vos, excitai essa sede e não a apagueis. Bebei, mas sem vos saciardes; porque a fonte viva chama-nos e a nascente da vida diz-nos: «Quem tiver sede, venha a Mim e beba» (Jo 4,37). […]

Vede de onde brota esta fonte: do lugar de onde desceu o pão; porque o pão e a fonte são um só: o Filho Unigénito, nosso Deus, Jesus Cristo Senhor, do qual devemos ter sempre sede. Mesmo que O comamos e O devoremos com o nosso amor, o nosso desejo provoca-nos ainda mais sede dele. Bebamo-Lo continuamente com um amor imenso, como a água de uma nascente, bebamo-Lo com avidez, e deliciemo-nos com o seu doce sabor. Porque o Senhor é doce e bom. Quer O comamos, quer O bebamos, teremos sempre fome e sede dele, porque Ele é para nós um alimento e uma bebida absolutamente inesgotáveis. […] Ele é realmente a fonte dos sedentos e não a dos satisfeitos. Ele convida os sedentos, que declara bem-aventurados (Mt 5,6), pois nunca bebem bastante, antes têm tanto mais sede quanto mais tiverem bebido.

Irmãos, desejemos, procuremos, amemos «a fonte da sabedoria, a Palavra de Deus nos céus» (Si 1,5); pois nela estão escondidos, como diz o Apóstolo, «todos os tesouros da sabedoria e da ciência» (Col 2,3). […] Se tens sede, bebe da fonte da vida; se tens fome, come o pão da vida. Felizes os que têm fome deste pão e sede desta fonte! […] Como é bom o que se pode saborear continuamente sem deixar de o desejar! Di-lo o profeta David: «Saboreai e vede como o Senhor é bom!» (Sl 33, 9)


Os Fracos e os Fortes (Romanos 14,1,23)

1 Aceitem o que é fraco na fé, sem discutir assuntos controvertidos. 2 Um crê que pode comer de tudo; já outro, cuja fé é fraca, come apenas alimentos vegetais. 3 Aquele que come de tudo não deve desprezar o que não come, e aquele que não come de tudo não deve condenar aquele que come, pois Deus o aceitou. 4 Quem é você para julgar o servo alheio? É para o seu senhor que ele está em pé ou cai. E ficará em pé, pois o Senhor é capaz de o sustentar.

5 Há quem considere um dia mais sagrado que outro; há quem considere iguais todos os dias. Cada um deve estar plenamente convicto em sua própria mente. 6 Aquele que considera um dia como especial, para o Senhor assim o faz. Aquele que come carne, come para o Senhor, pois dá graças a Deus; e aquele que se abstém, para o Senhor se abstém, e dá graças a Deus. 7 Pois nenhum de nós vive apenas para si, e nenhum de nós morre apenas para si. 8 Se vivemos, vivemos para o Senhor; e, se morremos, morremos para o Senhor. Assim, quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor.

9 Por esta razão Cristo morreu e voltou a viver, para ser Senhor de vivos e de mortos. 10 Portanto, você, por que julga seu irmão? E por que despreza seu irmão? Pois todos compareceremos diante do tribunal de Deus. 11 Porque está escrito:

“‘Por mim mesmo jurei’,
    diz o Senhor,
‘diante de mim
    todo joelho se dobrará
e toda língua confessará
    que sou Deus’”.
12 Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus.

13 Portanto, deixemos de julgar uns aos outros. Em vez disso, façamos o propósito de não colocar pedra de tropeço ou obstáculo no caminho do irmão. 14 Como alguém que está no Senhor Jesus, tenho plena convicção de que nenhum alimento é por si mesmo impuro, a não ser para quem assim o considere; para ele é impuro. 15 Se o seu irmão se entristece devido ao que você come, você já não está agindo por amor. Por causa da sua comida, não destrua seu irmão, por quem Cristo morreu. 16 Aquilo que é bom para vocês não se torne objeto de maledicência. 17 Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo; 18 aquele que assim serve a Cristo é agradável a Deus e aprovado pelos homens.

19 Por isso, esforcemo-nos em promover tudo quanto conduz à paz e à edificação mútua. 20 Não destrua a obra de Deus por causa da comida. Todo alimento é puro, mas é errado comer qualquer coisa que faça os outros tropeçarem. 21 É melhor não comer carne nem beber vinho, nem fazer qualquer outra coisa que leve seu irmão a cair.

22 Assim, seja qual for o seu modo de crer a respeito destas coisas, que isso permaneça entre você e Deus. Feliz é o homem que não se condena naquilo que aprova. 23 Mas aquele que tem dúvida é condenado se comer, porque não come com fé; e tudo o que não provém da fé é pecado.


sábado, 18 de abril de 2015

Evangelho comentou, «Sobre o mar foi o vosso caminho, e a vossa senda no meio de águas caudalosas», S. João 6,16-21.

Livro dos Actos dos Apóstolos 6,1-7. 
Naqueles dias, aumentando o número dos discípulos, os helenistas começaram a murmurar contra os hebreus, porque no serviço diário não se fazia caso das suas viúvas.
Então os Doze convocaram a assembleia dos discípulos e disseram: «Não convém que deixemos de pregar a palavra de Deus, para servirmos às mesas. 
Escolhei entre vós, irmãos, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, para lhes confiarmos esse cargo. 
Quanto a nós, vamos dedicar-nos à oração e ao ministério da palavra». 
A proposta agradou a toda a assembleia; e escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia. 
Apresentaram-nos aos Apóstolos e estes oraram e impuseram as mãos sobre eles. 
A palavra de Deus ia-se divulgando cada vez mais; o número dos discípulos aumentava consideravelmente em Jerusalém e também obedecia à fé grande número de sacerdotes. 



Livro de Salmos 33(32),1-2.4-5.18-19. 
Justos, aclamai o Senhor, 
os corações retos devem louvá-l’O. 
Louvai o Senhor com a cítara, 
cantai-Lhe salmos ao som da harpa. 

A palavra do Senhor é reta, 
da fidelidade nascem as suas obras. 
Ele ama a justiça e a retidão: 
a terra está cheia da bondade do Senhor. 

Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem, 
para os que esperam na sua bondade, 
para libertar da morte as suas almas 
e os alimentar no tempo da fome. 




Evangelho segundo S. João 6,16-21. 
Ao cair da tarde, os discípulos de Jesus desceram até junto do mar, 
subiram para um barco e seguiram para a outra margem, em direção a Cafarnaum. Já fazia escuro e Jesus ainda não tinha ido ter com eles. 
Como o vento soprava forte, o mar ia-se encrespando. 
Tendo eles remado duas e meia a três milhas, viram Jesus aproximar-Se do barco, caminhando sobre o mar e tiveram medo. 
Mas Jesus disse-lhes: «Sou Eu. Não temais». 
Quiseram então recebê-l’O no barco mas logo o barco chegou à terra para onde se dirigiam. 

«Sobre o mar foi o vosso caminho, e a vossa senda no meio de águas caudalosas» (Sl 76, 20)

Tu és santo, Senhor, Deus omnipotente, 
Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, 
Paraíso da felicidade, ceptro real, 
Amor sumptuoso, esperança segura. […] 

Tu és santo, Senhor Deus, 
Tu és «Rei dos reis e Senhor dos senhores, 
O único que possui a imortalidade 
E que habita na luz inacessível 
A quem nenhum homem viu nem pode ver» (1Tim 6, 15-16). 

Caminhas nas asas dos ventos (Sl 103, 3); 
Criaste o céu, a terra e o mar 
E tudo o que eles encerram (Act 4, 24). 

Tu fizeste dos ventos teus mensageiros 
E do fogo ardente teu servidor (Sl 103, 4); 
Tu moldaste o homem à tua imagem e semelhança (Gn 1, 26), 
Tu mediste o céu com o teu palmo 
E a terra inteira com a concavidade da tua mão (Is 40, 12). 
Sim, as tuas obras são belas na tua presença.


quinta-feira, 16 de abril de 2015

Evangelho comentou, O Filho é que deu a conhecer o Pai, S. João 3,31-36

Livro dos Actos dos Apóstolos 5,27-33. 
Naqueles dias, o comandante do templo e os guardas trouxeram os Apóstolos e fizeram-nos comparecer diante do Sinédrio. O sumo sacerdote interpelou-os, dizendo:
«Já vos proibimos formalmente de ensinar em nome de Jesus; e vós encheis Jerusalém com a vossa doutrina e quereis fazer recair sobre nós o sangue desse homem». 
Pedro e os Apóstolos responderam: «Deve obedecer-se antes a Deus que aos homens. 
O Deus dos nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós destes a morte, suspendendo-O no madeiro. 
Deus exaltou-O pelo seu poder, como Chefe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e o perdão dos pecados. 
E nós somos testemunhas destes factos, nós e o Espírito Santo que Deus tem concedido àqueles que Lhe obedecem». 
Exasperados com esta resposta, decidiram dar-lhes a morte. 



Livro de Salmos 34(33),2.9.17-18.19-20. 
A toda a hora bendirei o Senhor, 
o seu louvor estará sempre na minha boca. 
Saboreai e vede como o Senhor é bom: 
escutem e alegrem-se os humildes. 

A face do Senhor volta-se contra os que fazem o mal, 
para apagar da terra a sua memória. 
Os justos clamaram e o Senhor os ouviu, 
livrou-os de todas as angústias. 

O Senhor está perto dos que têm o coração atribulado 
e salva os de ânimo abatido. 
Muitas são as tribulações do justo, 
mas de todas elas o livra o Senhor. 




Evangelho segundo S. João 3,31-36. 
«Aquele que vem do alto está acima de todos; quem é da terra, à terra pertence e da terra fala.
Aquele que vem do Céu dá testemunho do que viu e ouviu; mas ninguém recebe o seu testemunho. 
Quem recebe o seu testemunho confirma que Deus é verdadeiro. 
De facto, Aquele que Deus enviou diz palavras de Deus, porque Deus dá o Espírito sem medida. 
O Pai ama o Filho e entregou tudo nas suas mãos. 
Quem acredita no Filho tem a vida eterna. Quem se recusa a acreditar no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele». 


O Filho é que deu a conhecer o Pai

«Ninguém jamais viu a Deus: o Filho único, que está no seio do Pai, é o que O deu a conhecer»: desde o início, o Filho é que dá a conhecer o Pai, uma vez que está junto do Pai desde o início (Jo 1,18.1). Em tempo oportuno, foi Ele que mostrou aos homens, para benefício destes, as visões proféticas, a diversidade das graças, os ministérios e a manifestação da glória do Pai, qual melodia bem composta e harmoniosa. Com efeito, onde há composição há melodia; onde há melodia há tempo oportuno; onde há tempo oportuno há benefício. Foi por isso, para benefício dos homens, que o Verbo, a Palavra de Deus, Se fez dispensador da graça do Pai segundo os seus desígnios. Ele dá a conhecer Deus aos homens e apresenta o homem a Deus, ao mesmo tempo que preserva a invisibilidade do Pai, com receio de que os homens desprezem a Deus, e para que tenham sempre progressos a fazer. Ao mesmo tempo, torna Deus visível aos homens de muitas maneiras, com receio de que, totalmente privados de Deus, acabem por perder a noção da sua existência.

Porque a glória de Deus é o homem vivo e a vida do homem é a visão de Deus. Se já a revelação de Deus através da criação dá a vida a todos os seres que vivem na terra, tanto mais a manifestação do Pai pelo Verbo dá a vida aos que crêem em Deus!usa a acreditar no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele».




quarta-feira, 15 de abril de 2015

Evangelho comentou, O Pedagogo 1, 6, S. João 3,16-21.

Livro dos Actos dos Apóstolos 5,17-26.
Naqueles dias, o sumo sacerdote e todo o seu grupo, isto é, o partido dos saduceus, enfurecidos contra os Apóstolos,
mandaram-nos prender e meteram-nos na cadeia pública.
Mas, durante a noite, o Anjo do Senhor abriu as portas da prisão, levou-os para fora e disse-lhes:
«Ide apresentar-vos no templo, a anunciar ao povo todas estas palavras de vida».
Tendo ouvido isto, eles entraram no templo de madrugada e começaram a ensinar. Entretanto, chegou o sumo sacerdote com o seu grupo. Convocaram o Sinédrio e todo o Senado dos israelitas e mandaram buscar os Apóstolos à cadeia.
Os guardas foram lá, mas não os encontraram na prisão; e voltaram para avisar:
«Encontrámos a cadeia fechada com toda a segurança e os guardas de sentinela à porta. Abrimo-la, mas não encontrámos ninguém lá dentro».
Ao ouvirem estas palavras, o comandante do templo e os príncipes dos sacerdotes ficaram muito perplexos, perguntando entre si o que se tinha passado com os presos.
Entretanto, veio alguém comunicar-lhes: «Os homens que metestes na cadeia estão no templo a ensinar o povo».
Então o comandante do templo foi lá com os guardas e trouxe os Apóstolos, mas sem violência, porque tinham receio de serem apedrejados pelo povo.



Livro de Salmos 34(33),2-3.4-5.6-7.8-9.
A toda a hora bendirei o Senhor,
o seu louvor estará sempre na minha boca.
A minha alma gloria-se no Senhor:
escutem e alegrem-se os humildes.

Enaltecei comigo o Senhor
e exaltemos juntos o seu nome.
Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,
libertou-me de toda a ansiedade.

Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,
o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.
Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.

O Anjo do Senhor protege os que O temem
e defende-os dos perigos.
Saboreai e vede como o Senhor é bom:
escutem e alegrem-se os humildes.




Evangelho segundo S. João 3,16-21.
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna.
Porque Deus não enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.
Quem acredita n’Ele não é condenado, mas quem não acredita já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigénito de Deus.
E a causa da condenação é esta: a luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque eram más as suas obras.
Todo aquele que pratica más ações odeia a luz e não se aproxima dela, para que as suas obras não sejam denunciadas.
Mas quem pratica a verdade aproxima-se da luz, para que as suas obras sejam manifestas, pois são feitas em Deus».

 O Pedagogo 1, 6

No instante em que somos baptizados, somos iluminados; iluminados, tornamo-nos filhos; tornando-nos filhos, tornamo-nos perfeitos; e, tornados perfeitos, recebemos a imortalidade. Eu disse, palavra do Senhor: «Vós sois deuses, todos vós sois filhos do Altíssimo» (Sl 82,6; cf Jo 10,34).

A esta acção baptismal dão-se diversos nomes: chamamos-lhe graça, iluminação, banho, compleição. Banho, porque somos purificados das nossas faltas; graça, porque o castigo devido pelos nossos pecados foi levantado; iluminação, porque contemplamos a santa luz da nossa salvação na qual vislumbramos as coisas divinas; compleição, pois já não é preciso mais nada. Com efeito, que poderia faltar àquele que conheceu Deus? E como poderíamos chamar «graça de Deus» a uma coisa que não fosse perfeita? Pois, sendo Ele próprio perfeito, Deus só pode dar coisas perfeitas. […]

Logo que alguém é regenerado fica, tal como o nome indica, «iluminado»: ei-lo liberto das trevas e, ao mesmo tempo, cheio de luz. […] Somos desembaraçados dos nossos pecados que, como nuvem, cobriam o Espírito divino, e eis que se liberta o olho do nosso espírito, ficando descoberto e luminoso, esse olho que nos permite contemplar as coisas divinas.


terça-feira, 14 de abril de 2015

Evangelho comentou, «Para que todo aquele que acredita tenha nele a vida eterna» João 3,7b-15.

Livro dos Actos dos Apóstolos 4,32-37. 
A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma; ninguém considerava seu o que lhe pertencia, mas tudo entre eles era comum.
Os Apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus com grande poder e gozavam todos de muita simpatia. 
Não havia entre eles qualquer necessitado, porque todos os que possuíam terras ou casas vendiam-nas e traziam o produto das vendas, 
que depunham aos pés dos Apóstolos, e distribuía-se então a cada um conforme a sua necessidade. 
José, um levita natural de Chipre, a quem os Apóstolos chamaram Barnabé —que quer dizer «Filho da Consolação» 
possuía um campo. Vendeu-o e trouxe o dinheiro, que depositou aos pés dos Apóstolos. 



Livro de Salmos 93(92),1ab.1c-2.5. 
O Senhor é rei, 
revestiu-Se de majestade, 
revestiu-Se e cingiu-Se de poder. 
Firmou o universo, que não vacilará. 

É firme o vosso trono desde sempre, 
Vós existis desde toda a eternidade. 
Os vossos testemunhos são dignos de toda a fé, 
a santidade habita na vossa casa por todo o sempre. 




Evangelho segundo S. João 3,7b-15. 
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Não te admires por Eu te haver dito que todos devem nascer de novo.
O vento sopra onde quer: ouves a sua voz, mas não sabes donde vem nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito». 
Nicodemos perguntou: «Como pode ser isso?» 
Jesus respondeu-lhe: «Tu és mestre em Israel e não sabes estas coisas? 
Em verdade, em verdade te digo: Nós falamos do que sabemos e damos testemunho do que vimos, mas vós não aceitais o nosso testemunho. 
Se vos disse coisas da terra e não acreditais, como haveis de acreditar, se vos disser coisas do Céu? 
Ninguém subiu ao Céu, senão Aquele que desceu do Céu: o Filho do homem. 
Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna». 

«Para que todo aquele que acredita tenha nele a vida eterna»

A imagem é uma forma de mostrar, por analogia, as coisas que esperamos. Por exemplo, Adão é a prefiguração do Adão que havia de vir (cf 1Cor 15,45) e a pedra [no deserto, durante o Êxodo] prefigura Cristo; a água que jorra da pedra é a imagem do poder vivificante do Verbo (Ex 17,6; 1Cor 10,4), pois Ele disse: «Se alguém tem sede, venha a Mim; e quem crê em Mim que sacie a sua sede» (Jo 7,37); o maná é a prefiguração do «pão vivo que desceu do céu» (Jo 6,51); e a serpente colocada num poste é a figura da Paixão, da nossa salvação consumada na cruz, uma vez que quem olhasse para ela era salvo (Nm 21,9). Do mesmo modo, o que a Escritura diz sobre a saída dos israelitas do Egipto foi narrado como prefiguração daqueles que se salvam através do baptismo; pois os primogénitos dos israelitas foram salvos […] pela graça dada àqueles que tinham sido marcados com o sangue do cordeiro pascal, e esse sangue prefigurava o sangue de Cristo. […]

Nesses tempos, o mar e a nuvem (Ex 14) conduziam à fé pela admiração; mas, em relação ao futuro, prefiguravam a graça que estava para vir. «Aquele que for sábio refletirá em tudo isto e compreenderá o amor do Senhor» (Sl 107,43). Compreenderá que o mar, prefigurando o baptismo, separava os judeus do faraó, tal como o baptismo nos faz escapar à tirania do diabo. Outrora, o mar afogou o inimigo; hoje, morre a inimizade que nos separava de Deus. Do mar, o povo saiu são e salvo; e nós elevamo-nos das águas, como se ressuscitássemos de entre os mortos, salvos pela graça daquele que nos chamou. Por sua vez, a nuvem era a sombra do dom do Espírito, que refresca os nossos membros, apagando a chama das paixões.