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sexta-feira, 15 de maio de 2015

O nascimento da nova criação João 16,20-23a.




Actos dos Apóstolos 18,9-18. 
Quando Paulo estava em Corinto, certa noite o Senhor disse-lhe numa visão: «Não temas, continua a falar,
que Eu estou contigo e ninguém porá as mãos sobre ti, para te fazer mal, pois tenho um povo numeroso nesta cidade».
Então Paulo demorou-se ali ano e meio a ensinar aos coríntios a palavra de Deus.
Quando Galião era procónsul da Acaia, os judeus levantaram-se todos contra Paulo e levaram-no ao tribunal,
dizendo: «Este homem induz as pessoas a prestarem culto a Deus à margem da lei».
Quando Paulo ia a abrir a boca, disse Galião aos judeus: «Judeus, se se tratasse de alguma injustiça ou grave delito, escutaria certamente as vossas queixas, como é meu dever.
Uma vez, porém, que são questões de doutrina e de nomes da vossa própria lei, o assunto é convosco. Eu não quero ser juiz dessas coisas».
E mandou-os sair do tribunal.
Todos então se apoderaram de Sóstenes, chefe da sinagoga, e começaram a bater-lhe em frente do tribunal. Mas Galião não se importou nada com isso.
Paulo demorou-se ainda algum tempo em Corinto; depois despediu-se dos irmãos e embarcou para a Síria, em companhia de Priscila e Áquila, e rapou a cabeça em Cêncreas, por causa de um voto que fizera.



Livro de Salmos 47(46),2-3.4-5.6-7. 
Povos todos, batei palmas, 
aclamai a Deus com brados de alegria, 
porque o Senhor, o Altíssimo, é terrível, 
o Rei soberano de toda a terra. 

Submeteu os povos à nossa obediência 
e pôs as nações a nossos pés. 
Para nós escolheu a nossa herança, 
glória de Jacob, por Ele amado. 

Deus subiu entre aclamações, 
o Senhor subiu ao som da trombeta. 
Cantai hinos a Deus, cantai, 
cantai hinos ao nosso Rei, cantai. 




Evangelho segundo S. João 16,20-23a. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Em verdade, em verdade vos digo: Chorareis e lamentar-vos-eis, enquanto o mundo se alegrará. Estareis tristes, mas a vossa tristeza converter-se-á em alegria.
A mulher, quando está para ser mãe, sente angústia, porque chegou a sua hora. Mas depois que deu à luz um filho, já não se lembra do sofrimento, pela alegria de ter dado um homem ao mundo.
Também vós agora estais tristes; mas Eu hei-de ver-vos de novo e o vosso coração se alegrará e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria.
Nesse dia, não Me fareis nenhuma pergunta».

O nascimento da nova criação (Rom 8,22)

Eis chegado o reino da vida e derrubado o poder da morte. Surgiu outro nascimento, qual vida nova, qual nova maneira de ser, qual transformação da nossa própria natureza. Esse nascimento não é obra «nem da vontade do homem, nem da vontade da carne, mas de Deus» (Jo 1,13).

Eis o dia que o Senhor fez (Sl 117,24). Dia bem diferente dos do início, pois neste dia Deus fez um céu novo e uma nova terra, como diz o profeta (Is 65,17). Que céu é esse? É o firmamento da fé em Cristo. E que terra é essa? É um coração bom, como diz o Senhor, uma terra que se impregna da chuva que desce sobre ela, uma terra que faz crescer colheitas abundantes (Lc 8,15). Nesta criação, o sol é a vida pura; as estrelas são as virtudes; o ar é uma conduta límpida; o mar é a riqueza das profundezas do conhecimento e da sabedoria; a erva e as folhagens são a boa doutrina e os ensinamentos divinos de que se alimenta o rebanho, isto é, o povo de Deus; as árvores de fruto são a prática dos mandamentos. Neste dia é criado o homem verdadeiro, aquele que é feito à imagem e semelhança de Deus (Gn 1,27).

É todo um mundo que inaugura para ti, «este dia que o Senhor fez»! O maior privilégio deste dia de graça é ter destruído a morte e dado vida ao primogénito dos mortos. [...] Que grande notícia! Aquele que por nós Se tornou como nós, para fazer de nós seus irmãos, conduz a sua própria humanidade para o Pai a fim de levar consigo todos os da sua raça.


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