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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Evangelho segundo S. Mateus 16,24-28. «Tome a sua cruz e siga-Me»



Livro de Deuteronómio 4,32-40. 

Moisés falou ao povo, dizendo: «Interroga os tempos antigos que te precederam, desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra. Dum extremo ao outro dos céus, sucedeu alguma vez coisa tão prodigiosa? Ouviu-se porventura palavra semelhante?
Que povo escutou como tu a voz de Deus a falar do meio do fogo e continuou a viver?
Qual foi o deus que formou para si uma nação no meio de outra nação, por meio de provas, sinais, prodígios e combates, com mão forte e braço estendido, juntamente com tremendas maravilhas, como fez por vós o Senhor vosso Deus no Egipto, diante dos vossos olhos?
Foi a ti que Ele mostrou estes factos, para reconheceres que o Senhor é Deus e não há outro fora d’Ele.
Do céu fez ouvir a sua voz para te ensinar; na terra mostrou-te o seu grande fogo e do meio do fogo ouviste as suas palavras.
E porque Ele amava os teus pais e depois deles escolheu a sua descendência, fez-te sair do Egipto pela sua presença e pelo seu poder,
despojando à tua frente nações maiores e mais fortes do que tu, para te introduzir na sua terra e conceder-ta como herança, como hoje se verifica.
Considera hoje e medita em teu coração que o Senhor é o único Deus, no alto dos céus e cá em baixo na terra, e não há outro.
Cumprirás as suas leis e os seus mandamentos, que hoje te prescrevo, para seres feliz, tu e os teus filhos depois de ti, e tenhas longa vida na terra que o Senhor teu Deus te vai dar para sempre».



Livro de Salmos 77(76),12-13.14-15.16.21. 

Recordarei os feitos gloriosos do Senhor,
quero recordar os antigos prodígios.

Quero lembrar todas as vossas façanhas
e meditar nas vossas obras.


Meu Deus, santos são os vossos caminhos.
Que divindade tão grande como o Senhor?

Vós sois o Deus que realiza maravilhas,
que manifestou entre as nações o seu poder.


Resgatastes o vosso povo com o vosso braço,
os filhos de Jacob e de José.

Conduzistes o vosso povo como um rebanho,
pela mão de Moisés e Aarão.







Evangelho segundo S. Mateus 16,24-28.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me.
Pois quem quiser salvar a sua vida há de perdê-la; mas quem perder a sua vida por minha causa, há de encontrá-la.
Na verdade, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? Que poderá dar o homem em troca da sua vida?
O Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus Anjos, e então dará a cada um segundo as suas obras.
Em verdade vos digo: Alguns dos que estão aqui presentes não morrerão, antes de verem chegar o Filho do homem na glória do seu reino».

«Tome a sua cruz e siga-Me»

Durante a tua vida, Cristo não te pede que carregues com Ele todo o peso da sua cruz, que é uma cruz pesada, mas apenas uma pequena parte dele, aceitando os teus sofrimentos. Nada tens a temer. Pelo contrário, considera-te muito feliz por teres sido julgado digno de participar nos sofrimentos do Homem-Deus. Não penses que Deus te abandonou ou que está a castigar-te; pelo contrário, Ele está a dar-te uma prova do seu amor, do seu grande amor. Deves agradecer-Lho e resignar-te a beber o cálice do Getsemani.

Por vezes, o Senhor faz-te sentir o peso da cruz. Esse peso parece-te insuportável e, contudo, tu carrega-lo porque o Senhor, que é cheio de amor e de misericórdia, te estende a sua mão e te dá as forças de que precisas para tal. Perante a falta de piedade dos homens, o Senhor tem necessidade de pessoas que sofram com Ele. É por isso que me conduz às vias dolorosas de que me falas na tua carta. Mas que Ele seja bendito para sempre, porque o seu amor leva a doçura para o meio da amargura, e transforma os sofrimentos passageiros desta vida em méritos para a eternidade.



quarta-feira, 5 de agosto de 2015

«Este é o meu Filho muito amado», Evangelho segundo S. Mateus 17,1-9.



Livro de Daniel 7,9-10.13-14.

Estava eu a olhar,  quando foram colocados tronos e um Ancião sentou-se. As suas vestes eram brancas como a neve e os cabelos como a lã pura. O seu trono eram chamas de fogo, com rodas de lume vivo.
Um rio de fogo corria, irrompendo diante dele. Milhares de milhares o serviam e miríades de miríades o assistiam. O tribunal abriu a sessão e os livros foram abertos.
Contemplava eu as visões da noite, quando, sobre as nuvens do céu, veio alguém semelhante a um filho do homem. Dirigiu-Se para o Ancião venerável e conduziram-no à sua presença.
Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos e nações O serviram. O seu poder é eterno, que nunca passará, e o seu reino jamais será destruído.



Livro de Salmos 97(96),1-2.5-6.9. 

O Senhor é rei: exulte a terra, rejubile a multidão das ilhas. 
Ao seu redor, nuvens e trevas; 

a justiça e o direito são a base do seu trono. 


Derretem-se os montes como cera diante do Senhor de toda a terra. 
Os céus proclamam a sua justiça e todos os povos contemplam a sua glória. 

Vós, Senhor, sois o Altíssimo sobre toda a terra, 
estais acima de todos os deuses. 





Evangelho segundo S. Mateus 17,1-9. 

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e seu irmão João, e levou-os, só a eles, a um alto monte.
Transfigurou-se diante deles: o seu rosto resplandeceu como o Sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz.
Nisto, apareceram Moisés e Elias a conversar com Ele.
Tomando a palavra, Pedro disse a Jesus: «Senhor, é bom estarmos aqui; se quiseres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias.»
Ainda ele estava a falar, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra, e uma voz dizia da nuvem: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado. Escutai-o.»
Ao ouvirem isto, os discípulos caíram com a face por terra, muito assustados.
Aproximando-se deles, Jesus tocou-lhes, dizendo: «Levantai-vos e não tenhais medo.»
Erguendo os olhos, os discípulos apenas viram Jesus e mais ninguém.
Enquanto desciam do monte, Jesus ordenou-lhes: «Não conteis a ninguém o que acabastes de ver, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos.»

«Este é o meu Filho muito amado»

Simão Pedro diz: «Senhor, é bom estarmos aqui.» Que dizes, Pedro? Se ficarmos aqui, quem realizará o que predisseram os profetas. Quem confirmará as palavras dos arautos? Quem levará a bom termo os mistérios dos justos? Se ficarmos aqui, a quem se referirão as palavras: «Trespassaram as minhas mãos e os meus pés»? A quem se aplicarão as afirmações: «Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sortes sobre a minha túnica» (Sl 21,17.19; Jo 19,24)? Quem realizará o anúncio do salmo: «Deram-Me fel, em vez de comida, e vinagre, quando tive sede» (68,22; Mt 27,34; Jo 19,29)? Quem dará vida à expressão: «Estou abandonado entre os mortos» (Sl 87,6)? Como se consumarão as minhas promessas, como construiremos a Igreja?

E Pedro diz mais: façamos «aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias». Enviado para erigir a Igreja no mundo, Pedro quer levantar três tendas na montanha. Ainda não vê a Cristo senão como homem e classifica-O juntamente com Moisés e com Elias. Mas Jesus vai mostrar-lhe que não precisa de tenda nenhuma; que, durante quarenta anos, Ele próprio erguera para os Patriarcas no deserto uma tenda de nuvem (Ex 40,34).

«Ainda ele estava a falar, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra». Vês, Simão, esta tenda montada sem esforço? Ela afasta o calor sem impor as trevas, é uma tenda brilhante e resplandecente! Estando os discípulos surpreendidos, uma voz vinda do céu faz-Se ouvir da nuvem: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado. Escutai-O.» [...] Era o Pai a ensinar aos discípulos que a missão de Moisés estava concluída e que, de então em diante, era ao Filho que deveriam escutar. Na montanha, o Pai revelou aos apóstolos aquilo que ainda lhes estava oculto: «Aquele que é» revelou «Aquele que é» (Ex 3,14), o Pai deu a conhecer o seu Filho.